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Método de alfabetização dos alunos

jan 22


Para Alfabetizar os Alunos

  • organize a classe de maneira que todos os alunos possam participar dos projetos
  • leia diariamente para eles
  • escreva na lousa ou num cartaz o título do texto lido e o nome dos personagens (se houver)
  • peça que reproduzam o que você leu, como souberem
  • coloque material de leitura ao alcance dos alunos
  • comente sobre livros ou outros textos que você leu e achou interessantes
  • trabalhe com textos que permitam memorização, organize coletâneas com eles e incentive o aluno a fazer leitura de memória
  • leve para a sala de aula embalagens vazias, folhetos de propaganda, catálogo de livros etc
  • crie situações em que a escrita se faça necessária
  • faça produção coletiva de textos
  • procure ler o que os alunos rabiscam ou tentam escrever – traduza para a escrita convencional
  • distribua letras móveis e desafie-os a formar e ler palavras
  • ofereça jogos e incentive-os a jogar

elogie todas as tentativas dos alunos

Trabalho com Classes Heterogêneas

Atividades das quais todos participam:

  • conversas e debates
  • leitura, compreensão e interpretação de texto
  • produção de texto: coletiva, em grupos, dupla e individual
  • recriação de texto de outros autores

Atividades para alunos não alfabetizados:

  • jogos para:
    • reconhecer letras
    • relacionar som e grafia
    • perceber como se combinam letras formando palavras
    • leitura apoiada principalmente na memória e na ilustração
    • escuta de leitura
    • compreensão e interpretação de textos (oralmente, através de desenhos, dramatizações, tentativas de escrita)

Atividades exclusivas para alunos alfabetizados:

  • jogos para aperfeiçoar:
    • grafia das palavras
    • aspectos gramaticais
    • segmentação de palavras e frases
  • uso de dicionário
  • trabalho independente de leitura e escrita
  • revisão de texto (autocorreção)
  • reescrita de texto – coletiva, em duplas, individualmente

Sugestões de atividades:

Atividades das quais todos participam:

  • Leitura de histórias e outros textos
    • desperta e desenvolve o gosto pela leitura;
    • favorece o conhecimento intuitivo da escrita;
    • possibilita a internalização do discurso escrito – por exemplo, a leitura freqüente de texto narrativo favorece a apropriação da estrutura da narrativa e do uso de elementos de coesão, contribuindo para que o aluno produza textos mais claros e coerentes
  • Elaboração de jornal
    • possibilita que o aluno se exercite na produção de diferentes tipos de textos (narrativo, informativo, argumentativo, publicitário, humorístico etc;
    • desenvolve habilidades de planejamento, coleta e organização de informações; escolha do tipo de texto mais adequado à finalidade definida; planejamento do texto a ser escrito, de acordo com a modalidade textual (narrativo, publicitário, argumentativo etc; revisão e reescrita de texto; diagramação; ilustração.
  • Títulos (de histórias e outros textos)
    • favorecem a leitura do texto (ajudam a antecipar o conteúdo / mensagem do texto)
    • ajudam a estabelecer relação entre texto e contexto (construção do sentido)
    • contribuem para a alfabetização inicial:
      • são modelos de escrita convencional – quando, após uma leitura feita, o professor registra o título na lousa ou num cartaz para o aluno copiar no caderno;
      • levam a pensar sobre a escrita – quando o aluno é solicitado a escrever o título da história lida, da forma que sabe;
      • possibilitam observar a separação das palavras numa frase;
    • podem ser utilizados em diferentes atividades (dar títulos a desenhos, contos etc.
  • Trabalho com nomes próprios
    • os nomes próprios são um ótimo ponto de partida para a alfabetização porque:
      • são palavras significativas para os alunos;
      • funcionam como modelos estáveis de escrita convencional;
      • propiciam o confronto entre diferentes escritas (diferentes nomes têm letras diversas, diferentes quantidades e arranjos de letras);
      • fornecem informações sobre letras e outras convenções da escrita de palavras (variedade, quantidade, posição das letras na palavra).
  • Atividades com letras móveis
    • facilitam a alfabetização inicial porque:
      • os alfabetizandos arriscam-se mais em suas tentativas de escrita e corrigem com mais rapidez e menos esforços quando erram;
      • favorecem a reflexão sobre a escrita: que letras usar, quantas, em que ordem;
      • estimulam a cooperação entre os colegas – os mais adiantados ajudam os que têm dificuldade.
  • Jogos
    • levam ao reconhecimento das letras do alfabeto;
    • ajudam a relacionar som e grafia
    • contribuem para a percepção de como se combinam letras para formar palavras;
    • fixam a grafia correta de palavras mais usuais;
    • favorecem a aprendizagem de conteúdos gramaticais.
  • Revisão e escrita coletiva e individual de texto
    • desenvolve a consciência da necessidade de estruturar bem o texto, evitando lacunas e repetições, utilizando eixos de coesão próprios da escrita e pontuação;
    • favorece o uso adequado da concordância verbal, nominal e pronominal;
    • contribui para a grafia correta das palavras mais usadas.
  • Trabalho com rimas: poesias, letras de músicas, parlendas, adivinhas etc
    • desperta e desenvolve o gosto por esse tipo de texto;
    • desenvolve a sensibilidade e a consciência sonora, fundamentais para a alfabetização;
    • familiariza o aluno com aspectos dircursivos do texto poético: rima, ritmo, repetição, uso de metáforas e aspectos gráficos de organização desse tipo de texto;
    • por ser fácil de memorizar, o texto poético pode ser usado na alfabetização inicial: como modelo de escrita convencional; como texto para leitura de memória; para atividades lúdicas do tipo: descobrir a palavra que falta, colocar em ordem os versos, remontar estrofes, recortando e colando as palavras da poesia, canção ou parlenda etc.
  • Trabalho com rótulos e propagandas
    • possibilita o reconhecimento de nomes de marcas conhecidas;
    • propicia o contato com diferentes tipos de letras;
    • funciona como modelo de escrita convencional;
    • leva a pensar sobre como se estruturam as palavras (letra inicial e final, relação entre som e grafia, posição das letras na palavra);
    • favorece a capacidade de grafar um certo número de palavras e frases curtas (apoiando-se na memória) mesmo antes de estar alfabetizado.

Cartilha:

Campeã nas salas de alfabetização, ela se transforma com o construtivismo

Nos 80 anos, as cartilhas foram o principal instrumento de alfabetização dos brasileiros.
Cresce o número de representantes de uma novíssima geração de livros que adotam práticas construtivistas no seu método de alfabetização. Para quem conhece essa linha de ensino, isso parece uma falta de senso. Cartilha construtivista? – perguntará aquele construtivista que sempre execrou essas obras, por considerar que elas não levam em conta o ritmo individual dos alunos, nem as suas experiências anteriores.
Mas as cartilhas construtivistas não ensinam a ler a partir das sílabas, como as tradicionais. Estão cheias de poesias, canções, notícias de jornal, peças de publicidade e outros textos do dia-a-dia que, acredita-se, retratam a realidade e os interesses das crianças. Incentivam a produção de textos, como bilhetes para os pais, mesmo que os alunos ainda mal escrevam seus nomes. São práticas iguais às das escolas construtivistas.
“Não há método certo ou errado”, defende o professor Paulo Nunes de Almeida, autor de Pipoca, uma das mais vendidas cartilhas construtivistas. “Os caminhos podem ou não podem ser adequados, de acordo com as habilidades do alfabetizador”, diz ele. “Para quem se prepara para o trabalho, qualquer método trará bons resultados.”

Métodos:

Tradicionais
O método começa pelas vogais

Quase todos os 82 milhões de brasileiros alfabetizados, que têm mais de 15 anos, aprenderam a ler em cartilhas tradicionais. O método varia muito pouco. Primeiro, elas apresentam as vogais e depois as sílabas, até chegar às palavras e às frases. Como o importante é a montagem silábica e não o conteúdo, surgem frases com pouco sentido, do tipo “O pato está ao pé do gato” ou “A menina tem caju e boneca“.
Muitas dessas obras fizeram grandes inovações didáticas em sua época. A Cartiha do Povo (Editora Melhoramentos), que ainda é publicada, associa as vogais aos dedos da mão – novidade em 1928, quando foi lançada. Em 1950, saiu a Caminho Suave (Editora Caminho Suave). A grande novidade introduzida pela professora Branca Alves de Lima foi unir letras e ilustrações. O “f” é o cabo de uma faca, o “c” o rabo de um cachorro. “As sílabas vinculadas a desenhos elevam o interesse pela leitura”, diz ela.

Renovadas
Visual muda, mas conteúdo é o mesmo

Algumas cartilhas, que adotam com vigor o método da silabação passaram por um processo de renovação. Elas capricham na edição, têm ilustrações bem cuidadas, listas de palavras para copiar, jogos de completar e cruzadinhas. Apresentam textos de leitura curtos, que servem para fixar as palavras estudadas, não para uma discussão do conteúdo. Fora isso, repetem a linha pedagógica consagrada pelas tradicionais.

Construtivistas
Alfabetização com palavras inteiras

Nas cartilhas inspiradas no construtivismo, a alfabetização é feita com palavras retiradas de situações conhecidas pelos alunos, como brincadeiras e festas. Não há preocupação em escolher termos fáceis. Tenta-se mostrar aos alunos que a leitura é útil e dá prazer. Para isso, são mostrados jornais, histórias e receitas culinárias. A prioridade é interpretar os textos. A decomposição de palavras em sílabas é tarefa extra, feita com cruzadinhas e outros jogos.

Veja as diferenças entre as duas formas de ensinar a ler:

 

Alfabetização com as cartilhas tradicionais

Alfabetização com as cartilhas construtivistas

Método Começa com as unidades mais simples da língua escrita (letras e sílabas) e segue em direção às mais complexas (palavras, frases e textos). Privilegia a memorização das estruturas gramaticais, deixando de lado a compreensão dos mecanismos da escrita. Na sala de aula, o professor enfatiza as unidades menores da língua, desenvolvendo na criança a percepção detalhada dos componentes da escrita. Parte das unidades globais da língua (palavra ou textos) e analisa seus componentes (frases, sílabas e letras), para em seguida recriar os textos e as situações apresentadas. É uma abordagem muito semelhante à da alfabetização sem cartilhas. A compreensão do significado dos textos é mais importante do que a memorização. A propriedade é a percepção abrangente das estruturas da língua.
Processo O aluno aprende por meio da associação entre imagens e sons. Só produz textos próprios depois de dominar boa parte das famílias silábicas e do processo de formação de palavras. A escrita normalmente é desvinculada de atividades práticas ou situações do dia-a-dia das crianças. Usa-se muito a cópia e o ditado como técnica de fixação de palavras. A letra cursiva é explorada desde o início do processo de alfabetização. Inicialmente o aluno escreve de uma maneira particular, a chamada escrita espontânea, e vai progredindo até chegar às formas convencionais da linguagem. Utiliza a leitura e a interpretação de textos variados, além de jogos com letras, palavras e frases. Nos exercícios, predomina a letra bastão, mas a letra cursiva também é exercitada.
Materiais A cartilha é quase o único material. Os textos de leitura são curtos, em frases simplificadas e estão desvinculados da linguagem oral. Buscam principalmente o uso das sílabas já estudadas. Raramente se usam materiais como livros de histórias, jornais, revistas e canções. As cartilhas, com textos literários e informativos, devem ser apenas o ponto de partida das aulas. É valorizado o emprego de materiais diversos. As atividades em classe devem ser enriquecidas com jornais, revistas, livros de histórias, textos de embalagens, folhetos de propaganda, gibis, músicas e outros materiais de interesse das crianças.
Professor Tende a seguir a cartilha, que estabelece a seqüência de aulas. Prepara exercícios de fixação das sílabas estudadas e avalia o desempenho dos alunos principalmente com ditados, leitura oral de palavras e análise estética da letra cursiva. Aconselha-se o professor a ajudar a criança a reelaborar a escrita espontânea e a entender os mecanismos usuais da língua. Avalia o desempenho da turma de acordo com os níveis de aprendizagem da língua.
Aluno Deve seguir a cartilha, lição por lição, praticamente sem autonomia. Aprende o que o professor ensina. Suas idéias sobre como funciona a língua não tem importância nessa abordagem. Espera-se que o aluno tenha liberdade para desenhar, criar histórias, registrar idéias e interpretar as diversas formas da escrita encontradas em objetos do dia-a-dia. Desde o começo ele deve se sentir leitor e produtor de textos.
Erro É entendido como desvio do padrão e deve ser corrigido. O que está na cartilha é o certo. Deve ser avaliado de acordo com os estágios de aprendizagem da língua e não necessariamente corrigido de imediato.
Resultados A cartilha define o caminho a ser seguido nas aulas. Entretanto, a ênfase nas atividades com sílabas pode fazer com que a atenção da criança se concentre mais nas palavras do que nas idéias que elas querem expressar. Depois, o aluno pode ter dificuldade para abandonar a leitura silábica e concentrar-se na compreensão dos textos. Ler pode se tornar um ato mecânico e cansativo, sem fluência. A cartilha pretende favorecer a pesquisa de textos e o planejamento das aulas. O aluno tende a adquirir uma visão geral da língua, concentrar-se no significado das palavras e conquistar autonomia na leitura e na interpretação de textos. Essa proposta metodológica exige uma boa qualificação do professor.

Um pecado original das cartilhas
Todas as cartilhas que estão hoje ao alcance do professor, inclusive as construtivistas, cometem um idêntico e grave deslize, dizem seus críticos: associam de maneira direta a linguagem falada à linguagem escrita. Esse pecado induz os alunos a ler de modo mecânico, no mesmo ritmo em que falam, como se estivessem recitando, sem entender o conteúdo. “A escrita deve ser vista como um sistema independente, não como uma representação da fala”, observa o especialista em escrita e leitura José Juvêncio Barbosa. “É por isso que se deve separar a fala da escrita desde o início da alfabetização”.

Não basta alfabetizar
Nem todo mundo que aprende a ler é um bom leitor

O alfabetizado
Nem sempre o alfabetizado tem claro o que quer de um texto. Ao ler, transforma a escrita em fala. Prende-se à linearidade do que está escrito e lê linha por linha, palavra por palavra. Vai devagar, do começo ao fim. Como ler dessa maneira é chato, cansa-se logo.

O leitor
Sabe o que quer de um texto e como encontrar o que procura. Ao ler, concentra-se no significado do que foi escrito. Lê blocos, não palavras isoladas. Percorre o texto aos saltos, vai e volta, em busca de informação. Sente prazer com a leitura e não se cansa facilmente.



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